ARTETERAPIA

A Arteterapia é uma profissão voltada para o bem-estar psicossocial do ser humano, que se utiliza da exploração do universo da arte e de todas as possibilidades do fazer artístico como veículo para a expansão do autoconhecimento e auto-expressão. Visa facilitar a descoberta da autêntica forma de se expressar do indivíduo no mundo, de modo a buscar a melhoria da qualidade de vida individual e grupal. Está fundamentada sobre modelos teóricos distintos (Gestalt, Transpessoal, Antroposofia, Ludoterapia e Psicanálise), mas encontra sua fundamentação mais abrangente na psicologia Junguiana.

Histórico
A história da Arteterapia está intimamente ligada à História da Arte, da Psicanálise e da Psiquiatria.

Influência da História da Arte:
• O rompimento com as formas acadêmicas de expressão e o advento da arte moderna, onde foi possível a expressão e sentimentos e da subjetividade humana.
Companhia de Arte Bruta
•Criada em 1949 por J. Dubuffet. J.Paulhan, Ratton, André Breton, entre outros artistas.
•Objetivava pesquisar as produções artísticas das pessoas “obscuras”, que apresentassem características pessoais de invenções, espontaneidade e liberdade em relação a hábitos recebidos.
•A coleção L’art Brut, começou antes de 1945, Dubuffet reuniu produções de técnicas variadas.
“A espontaneidade ancestral da mão humana quando esta traça sinais".

PSIQUIATRIA
1876 – Max Simon – classificação de patologias segundo produções artísticas de doentes mentais
1888 – Lombroso – analise psicológica dos desenhos de doentes mentais
1894- Morselli
1900 – Julio Dantas
1906 – Fursac
1906 – Mohr- Comparou produções de doentes mentais, artistas e 'pessoas normais'

Prinzhorn
1922  - Publica expressões da loucura.
Valoriza altamente as obras plásticas realizadas pelos doentes, pois demonstravam que uma pulsão criadora, uma necessidade de expressão instintiva, sobrevive à desintegração da personalidade.
Não aceita o fosso tradicional que separaria as formas de expressão do louco das formas de expressão dos normais.

Sigmund Freud
•A interpretação do Moisés de Miguel Angelo
•“O conteúdo de uma obra de arte me atrai mais que as qualidades formais... Teremos que descobrir previamente o sentido e o conteúdo representado na obra de arte, isto é teremos que poder interpreta-lá”.
•A arte para Freud era fruto de um processo de sublimação de desejos sexuais,
•Impulsos instintivos que, não poderiam ser satisfeitos na realidade.
•A arte é uma forma, não neurótica, de satisfação substitutiva.

C. G Jung
Jung vê nos produtos da função imaginativa do inconsciente auto-retratos do que está acontecendo no espaço interno da psique sem quaisquer disfarces ou véus.
•“A energia psíquica faz-se imagem, transforma-se em imagem.
•O que importa é o indivíduo dar forma, mesmo que rudimentar, ao inexprimível pela palavra.
•A criatividade é uma função psíquica, pode ser usada como “cura”.
•Jung considerava a criatividade como um dos instintos básicos do ser humano.
•“O que pode o homem criar se acontece a ele não ser um poeta?... Se você não tem nada a criar, então, talvez, você se crie a si próprio”.
•No processo de auto-análise Jung observou que desenhar uma imagem de sonho ou fantasia tinha o efeito de diluir sua autonomia inconsciente. Observada externamente, a imagem poderia ser melhor integrada gradualmente na consciência.

Profissionais de Referência em Arteterapia
•Margaret Naumburg -  1941; Primeira a sistematizar a Arteterapia, denomina seu trabalho de Arteterapia de Orientação Dinâmica.
•Florence Cane – Pioneira no trabalho da Arte-Educação.
•Hanna Yara Kiatkwaka – 1953; Trabalha com e famílias em Arteterapia.
•Edith Kramer – 1958; “O arteterapeuta deve possuir as atitudes próprias do artista, do professor e do psicoterapeuta”.
•Janie Rhyne – 1973; aplica a teoria da Gestalt ao trabalho com arte.
•Natalie Rogers – 1974; Carl Rogers ; Conexão Criativa.

Arteterapia no Brasil
•1923 – Osório César – Estudante interno no Hospital do Juqueri desenvolve estudos sobre a arte dos alienados.
•1925 – Cria a escola Livre de Artes Plásticas do Juqueri. Publica: A Arte Primitiva dos Alienados
•1925 – Publica:A Expressão Artística dos Alienados.
•1948 – Primeira exposição de Arte do Juqueri.
•1950 – Primeiro congresso Internacional de Psiquiatria – Paris. Trabalho “Contribuição ao Estudo da Arte entre Alienados” e mostra de trabalhos dos pacientes.
•1964- Margarida de Carvalho

PUC – Curso com Hanna Kwiatkowska, a partir daí ministra cursos breves de 30 horas.

1995- Publicação do livro: A Arte Cura?

•Clínica Pomar
•Sedes Sapientae
•Publicações
•Associações de Arteterapia no Brasil
•2002- Realização do I Fórum de Arteterapia no Brasil
•2003 – Criação da União das Associações de Arteterapia.
•Nise da Silveira

1946 fundação da Seção de Terapêutica Ocupacional no antigo Centro Psiquiátrico Nacional.

Em 1952, reunindo material produzido nas ateliês de pintura e de modelagem da Seção de Terapêutica Ocupacional, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente.
Em 1956, com a colaboração de colegas e amigos, fundou a CASA DAS PALMEIRAS, clínica de reabilitação para doentes mentais, em regime de externato, que utiliza as atividades expressivas como principal método terapêutico.

Participação no II Congresso Internacional de Psiquiatria reunido em Zurique, em setembro de 1957, com o trabalho Expérience d'art spontané chez des schizophrènes dans un service de therapeutique occupationelle Por ocasião desse Congresso apresentou uma exposição de pinturas de doentes do Centro Psiquiátrico Nacional.

Em 1960, membro fundador da Societé Internationale de Psychopathologie de l'Expression, com sede em Paris.

“A pintura permite detectar, mesmo nos casos mais graves, movimentos instintivos das forças auto curativas da psique buscando diferentes caminhos”.

“A experiência demonstra que a pintura pode ser utilizada pelo doente como um verdadeiro instrumento para reorganizar a ordem interna”.

Recursos utilizados
Bonecos (marionetes) e encenação
O ancestral da marionete é o jogo mascarado do feiticeiro.
As atividades não são exclusivamente plásticas. A representação teatral ocupa um papel muito importante. (É) uma maneira de cerrar um processo de elaboração simbólica.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)

Bordado
Representar símbolos com agulhas e fios permite  literalmente "pegar o fio da meada" e dar presença e continuidade a uma ideia ou sentimento. Fazer o nó e passar o fio ponto por ponto firma internamente o propósito. O bordado tem também a vantagem de poder ser feito e desfeito, auxiliando nos processos de permissão de desconstrução e correção de rota.

Caixa de areia
Há a associação de um espaço delimitado (caixa), onde está contida a matéria (areia) e objetos, favorecendo o nascimento da representação de conteúdos profundos.
(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)

Colagem (de papéis diversos rasgados / cortados, tecidos e materiais orgânicos e outros)
A colagem é uma atividade multiplicadora. Quando se trabalha com figuras previamente recortadas entra-se em contato com uma infinidade de símbolos muitas vezes sem consciência do seu significado. Colar é ligar uma coisa com a outra. Estabelece um vínculo.
(BAPTISTA, Ana Luisa, in: Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)
Se (os arte terapeutas) supervalorizam esse modo de expressão (...) com colagens surrealistas (cuja razão de ser é, deliberadamente, criar um efeito de surpresa provocadora) eles arriscam-se generalizar no ateliê. A posição (do arte terapeuta) situa-se, antes de tudo, em um registro de cuidados, ainda que a busca estética e criativa esteja, aqui, em permanência associada. Nessa técnica, a distância é mais difícil de ser estabelecida (...) e mais necessária que em qualquer outra técnica (pelo fato dos elementos “pré-fabricados” reutilizados em outros contextos).
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)

Costura com retalhos (Patchwork)
Usado em arte terapia, nos revela verdades profundas sobre mudanças, que vão sendo costuradas para se obter o que se deseja na vida, em direção ao nosso crescimento. Em outras palavras, ajuda a estabelecer metas, a comprometer-se, a planejar e ter responsabilidade. Todos esses componentes (ajudam) a recompor todas as nossas partes formando um todo e tornando-nos inteiros.
(SILVEIRA, Martha Magalhães da. Conversas em arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)

Desenho (com lápis, canetas hidrográficas, pincel atômico, giz de cera, pastel oleoso ou seco, carvão, tinta nanquim)
Na maior parte do tempo os terapeutas interpretam o conteúdo imediato do desenho, a história que ele conta. Mas o que interessa ao arte terapeuta é o movimento que permite – o que impede – o sujeito de colocar em forma este conteúdo. As atividades propostas na arte terapia (...) tentam diminuir o rigor do desenho de base, colocar em desafio a sua lógica.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
É preciso olhar o mundo com um novo olhar e permitir tornar-se visível.
(CRISTO, Edna Chagas; SILVA, Graça Maria Dias da. Criatividade em artetarapia: pintando e desenhando. Rio de Janeiro: SENAI, 2002.)

Desenho em quadrinhos
Conduz-nos ao domínio dramático das relações têmporo-causais. De um quadro a outro, alguma coisa se conserva (cenário, personagens) e alguma coisa se transforma. O sujeito tem a possibilidade inconsciente de escolher o que é possível dizer e o que é possível representar no vir-a-ser.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)

Escultura em arame
A estrutura em arame – material frio e resistente, que pode ser amassado, dobrado e cortado – traz o trabalho com ângulos e o reconhecimento dos limites. O arame se flexibiliza, mas com bastante dificuldade.
(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)

Escultura em madeira e pedra
O trabalho com o entalhe e a escultura em madeira e pedra impõe a obediência a partir da resistência do material, uma vez que não se pode voltar atrás no que foi retirado. Ao tirar trabalha-se o desapego. Faz-se necessário respeitar o que é determinante na matéria para utilizá-la.
(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)

Fotografia (tradicional, alternativa e artesanal)
Fotografias mostram o cenário no qual as atividades diárias, os atores sociais e o contexto sócio-cultural são articulados e vividos. As “narrativas visuais” (através de fotografias), devem portanto constituir-se como forma de diálogo entre o terapeuta e os sujeitos envolvidos no processo.
(ARAÚJO, Doralice. A fotografia na arte terapia. Imagens da Transformação No. 10.)
A fotografia traz a síntese do momento vivido.
(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)

Linoleogravura
Ela se aproxima à gravura sobre madeira, da qual se distingue somente pelo material, que induz um trabalho mais grosseiro. Esse trabalho deve ser executado com muito rigor. É uma das únicas técnicas onde o arte terapeuta não pode aceitar um projeto “aleatório”. A prova imprimida surpreende o sujeito, principalmente, pela inversão da imagem. Atividade cansativa que se desenvolve em um ritmo lento.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)

Mandala
Conduz para a ordenação do caos interior.
(GOLINELI, Rinalda; SANTOS, Wanderley Alves dos. Arteterapia na educação especial. Goiânia, 2002.)
Nos ajuda a recorrer a reservatórios inconscientes de força que possibilitem uma reorientação para o mundo exterior.
(SOARES, Dulce Helena Pena et al. O uso de mandalas na orientação profissional. In Questões de arteterapia. Passo Fundo: UPF, 2004.)
Ficou óbvio para mim que a mandala é o centro (...) É o caminho para o centro, para a individuação.
(JUNG, Carl Gustav. Memórias, sonhos e reflexões. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.)

Máscaras (em gesso, em papelão, em papel machê)
O sujeito que retranscreve na fabricação de sua máscara seus problemas de esquema corporal, beneficia-se, (...) não naquilo que a máscara transforma seu esquema, mas naquilo que ela transforma a imagem que os outros terão dele, quando estiver mascarado. A máscara constitui um lugar de síntese de dois mecanismos que estão na base do psiquismo: a projeção e a identificação. Ser como um outro e conservar-se em si mesmo. A máscara não oculta nada, salvo o que é muito conhecido.
A fabricação da máscara inclui todos os aspectos da criatividade: a capacidade de organização perceptivo-motora, a integridade da imagem corporal, a compreensão (...) da lógica do espaço, a representação simbólica da (...) história da cultura e da história pessoal.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
Através das contribuições das máscaras ao processo arteterapêutico, os símbolos inconscientes transitam pela consciência.
(SOUZA, Leila. A confecção de máscaras em arteterapia aplicada a crianças hospitalizadas. Imagens da Transformação No. 9.)

Modelagem em argila
A argila é um suporte a nossos afetos.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
As imagens criadas comunicam uma dimensão nova da pessoa. Quanto maior for sendo o contato com a argila, maior serão as possibilidades de percepção, melhor será o auto-conhecimento e, conseqüentemente, sua relação com o mundo, propiciando que a pessoa viva de forma mais criativa e integrada.
(CARRANO, Eveline. A argila como instrumento terapêutico e expressão do imaginário. Imagens da Transformação No. 9.)
A argila, outro símbolo da Grande Mãe, dá forma a conteúdos inconscientes. Mobiliza a parte sensitiva do sujeito de forma a possibilitar o contato com outras sensações diferentes do visual. Permite a construção tridimensional e possibilita a regressão, principalmente quando trabalhada de olhos fechados. Já quando se utiliza argila molhada, enlameada, escorregadia, possibilita-se a vivência da sensualidade do contato.
(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)

Modelagem em papel machê, massinha, massa plástica (farinha de trigo e sal)
A possibilidade de fazer emergir algo que está plasmado de modo bidimensional traz a criação para um estado de concretização visual distinta e necessária para a compreensão de significados.
(URRUTIGARAY, Maria Cristina. Arteterapia: a transformação pessoal pelas imagens. Rio de Janeiro: Wak, 2003.)

Monotipia
A prova imprimida surpreende o sujeito, principalmente, pela inversão da imagem, mas também por efeitos imprevistos de sobreposições de cores que, seguidamente, tomam conta do desenho. Pode ser praticada com interesse (...) com aqueles que são capazes de uma recuperação do acaso para ir em direção a uma apropriação.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)

Mosaico (de papeis coloridos e materiais diversos)
Essa técnica deve ser proposta não com o objetivo de fragmentar uma imagem, mas de buscar as vibrações coloridas.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)

Pintura (com guache, aquarela, ecoline, pigmento líquido, cola com pigmento líquido, pigmentos naturais, nanquim)
A forma está ligada ao movimento enquanto a cor é somente sensação. A forma apela à abstração, ao reconhecimento do objeto, enquanto a cor provoca a sensibilidade e a intuição. A forma evoca o gesto, a cor traduz a emoção.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
A pintura, como técnica utilizada em arteterapia, permite exercitar novas maneiras de olhar a nos mesmos e a tudo o que nos rodeia. É um dos caminhos mais interessantes para organizar e transformar sentimentos.
(CRISTO, Edna Chagas; SILVA, Graça Maria Dias da. Criatividade em artetarapia: pintando e desenhando. Rio de Janeiro: SENAI, 2002.)
A pintura espontânea oferece-nos a possibilidade de harmonizarmo-nos com uma ordem maior. Criamos uma certa fluidez entre o micro e o macro-cosmos. O essencial é que a pessoa sinta uma emoção forte e pinte isso, (...) deixando a emoção pura passar para a tela.
(BELLO, Susan. Pintura espontânea. Imagens da Transformação No. 2)

Relevo em metal
A característica metafórica da atividade coloca em jogo conceitos opostos tais como: empurrar / fazer avançar, mostrar / esconder, côncavo / convexo, cheio / vazio, dentro / fora. Se ela pode ajudar o sujeito a integrar essas noções em sua vida cotidiana, também, pode, devido à reversibilidade da obra, criar uma confusão nos sujeitos frágeis.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)

Tear simples
Armá-lo traz a preparação para criar o instrumento que permitirá construir a própria história. Quando pronto, o tear oferece uma forma preestabelecida (moldura) que será preenchida de forma escolhida pelo sujeito. É, então, preciso separar os fios para integrá-los de uma nova maneira. Tecendo criam-se ligações nas linhas que se entrelaçam e vínculos nos nós.
(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)

Vitrais de papel
Trata-se (...) de deixar passar a luminosidade de maneira a construir, entre o lugar interior e o exterior, um limite e um diálogo. Trata-se de fazer penetrar a luminosidade através de um espaço estruturado, composto, que tem suas próprias leis.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)


OUTRAS TÉCNICAS EXPRESSIVAS

Dança espontânea e expressão corporal
Nossa psique está registrada no corpo. Ao trabalhar o corpo nos conectamos diretamente com essa memória, trazendo lembranças de sensações e, às vezes, de conteúdos esquecidos. A expressão corporal tem como proposta favorecer experiências diversas que levem à consciência e ao conhecimento corporal, buscando a organização e a reorganização do movimento através da criatividade, tanto de forma individual como coletiva.
(BAPTISTA, Ana Luisa. A expressão corporal na prática da arte terapia. Imagens da Transformação No. 10.)

Danças circulares
Resgatam a inspiração do homem primitivo em sentir a energia criadora da vida dentro de si, deixar brotar o movimento, ritmo, som, música, dança, e faze-lo em círculo, em interação com os outros membros da tribo, do grupo.
(GOBERSTEIN, Mônica. Danças circulares: na roda, trocando barreiras por encontros. Arte-terapia: reflexões. Ano 4, no. 3.)

Escrita criativa
As palavras nomeiam sentimentos, emoções e pensamentos que acabam gerando outras palavras e novas imagens.
(GUTTMAN, Mônica. A criação literária na arte-terapia. Arte-terapia: reflexões. Ano 3, no. 2.)

Música
Na ótica da arte terapia possui quatro funções: melhorar a atenção, vinculada ao treinamento do desenvolvimento motor e/ou cognitivo; estimular habilidades sóciocommunicativas; favorecer a expressão emocional; estimular a reflexão sobre a situação de vida da pessoa.
(SBERSE, Ivânia Maria Nunes de Lima. A indisciplina e a importância da arteterapia: atividades musicais. In Questões de arteterapia. Passo Fundo: UPF, 2004.)
O contato com sua musicalidade individualizada e inata, refletindo sua sensibilidade universal à música, leva, sem a necessidade de nada verbalizar, à elaboração de conteúdos internos de difícil exteriorização.
(TORRES, Maria Cecília Araújo; GALLICCHIO, Maria Helena. Articulações entre educação musical e musicoterapia: recortes de pesquisas. In Questões de arteterapia. Passo Fundo: UPF, 2004.)

Teatro
O jogo dramático oferece meios para a libertação e a possibilidade de exercitar novos papéis. Favorece a afirmação da própria personalidade com menos sofrimento que outras modalidades expressivas. Atende ao desejo de participação em geral, de criar uma grande quantidade de símbolos e também de atingir a plenitude da criatividade.
(VALADARES, Ana Cláudia. Teatro como recurso arteterapêutico para adolescentes portadores de deficiência mental. Imagens da Transformação No. 3)


RECURSOS TERAPÊUTICOS

Amplificação
A Amplificação da imagem, seja por meio do trabalho plástico, corporal, cênico ou literário, facilita a percepção de novos pontos de vista.
Também as técnicas de associação, tanto verbal como plasticamente têm esse objetivo.
(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)

Contos
As histórias são bálsamos medicinais. Não exigem que se faça nada, que se aja de nenhum modo – basta que prestemos atenção. A cura para qualquer dano ou para resgatar algum impulso príquico perdido está nas histórias.
(ESTES, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com os lobos. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.)

Campos de atuação
Atualmente a Arteterapia vem sendo utilizada em diversas áreas profissionais como:

a) EDUCACIONAL: Escolas e Instituições de Ensino Superior;
b) SOCIAL (Instituições sociais, Presídios, Organizações não governamentais e Comunidades de baixa renda);
c) PSICOLÓGICA: Psicoterapia individual e grupal (com crianças, adolescentes, adultos, idosos, casais, famílias);
d) SAÚDE MENTAL (Centros de Atenção Psicossocial );
e) ORGANIZACIONAL (Organizações públicas e privadas);
f) HOSPITALAR (Enfermarias de hospitais da rede pública e privada);

Bibliografia
Referências bibliográficas em arteterapia
(Lista não exaustiva e aberta a novas indicações)

ALESSANDRINI, Christina Dias (org) - Tramas criadoras na construção do ‘ser si mesmo’- São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999. 171 p.
Reafirma a possibilidade de se articular diferentes conhecimentos, construindo pontes entre disciplinas, permitindo a descoberta das potencialidades do ser humano e de sua veia criadora.

ALMEIDA SALES Cecília – O Gesto Inacabado - Ed. Fapesp, SP, 1998

AMMANN, Ruth - A terapia do jogo de areia: imagens que curam a alma e desenvolvem a personalidade - Trad. Marion Serpa. São Paulo: Paulus, 2002. 182p il. color.

ARCURI, Irene (org.) - Artetarapia de corpo e alma - São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004. 389 p. il.
Aborda como, por meio de diversos métodos, o ser humano pode retornar à perdida unidade inicial – corpo e alma.

AXLINE, Virginia M. - Dibs: em busca de si mesmo - Rio de Janeiro: Agir, 1985.
290 p.
A história de uma criança em busca de si mesma, através do processo psicoterápico.

BANZHAF, Hajo – O Tarô e a Viagem do Herói – São Paulo : Pensamento, 1997. 199p
A chave mitológica para os Arcanos Maiores

BELLO, Susan - Pintando sua alma - Rio de Janeiro: Wak, 2003. 247 p. il. col.
A autora apresenta a ‘Pintura Espontânea’, método que contribui para o processo evolutivo da consciência, reorganizando a personalidade em níveis mais altos de auto-conhecimento e realização. Os direcionamentos são de pintar fielmente as emoções que surgem, sem julgar ou reprimi-las.

BIOCHAT, Walter - A construção do masculino - Vozes

BONAVENTURE, Jette - O que conta o conto? - São Paulo: Paulus, 1992. 211 p.
A autora mostra o valor psicopedagógico contido nos contos, assim como a riqueza do nosso mundo interior.

BROWN, Daniel - Arteterapia - São Paulo: Vitória Régia, 2000.
A importância das artes no processo individual de cura.

BRUCE-MITFORD, Miranda - O livro ilustrado dos símbolos - São Paulo: Publifolha, 2001. 128 p. il. col.

BUCHBINDER, Mario - A poética do desmascaramento: os caminhos da cura - Trad. Maria Lucia G. Cavinato. São Paulo: Agora, 1996. 235p.

BULFINCH, Thomas - O livro de ouro da mitologia: histórias de deuses e heróis - Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. 418 p.

BYGINTON, Carlos - Desenvolvimento da personalidade: símbolos e arquétipos - São Paulo: Ática, 1987. 90p.

________ - Dimensões simbólicas da personalidade - São Paulo: Ática, 1988. (Princípios,134)

________ - Estrutura da personalidade: persona e sombra - São Paulo: Ática, 1988. 79p. (Princípios, 135)

________ - Inveja Criativa: o resgate de uma força transformadora da civilização - São Paulo: Religare, 2002. 143p


CALLIGARIS, Contardo - Cartas a um jovem terapeuta: reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos - Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 155 p.
Numa série de cartas, o autor fala de sua experiência de terapeuta com a franqueza de quem conversa com um amigo.

CAMPBELL, Joseph - As máscaras de Deus: mitologia primitiva - São Paulo: Palas Athena, 2005. 418 p. il.
Neste volume de uma série de quatro, o autor aborda a mitologia dos povos primitivos sob uma perspectiva antropológica, histórica e psicológica.

________ - As máscaras de Deus: mitologia oriental - Trad. Carmen Fischer.
São Paulo: Palas Athena, 1994. 447p. il

________ - O poder do mito - São Paulo: Palas Athena, 1990. 250 p. il. col.
Uma animada conversa entre o jornalista norte-americano Bill Moyers e seu entrevistado, o professor Joseph Campbell, uma das maiores autoridades mundiais em mitologia. Uma discussão sobre os mitos antigos e modernos que estão na base psíquica de todo ser humano.

________ - A imagem mítica - Trad. Maria Kenney; Gilbert E. Adams. Campinas: Papirus, 1994. 506p. il.

________ - E por falar em mitos: conversas com Joseph Campbell. [entrevistado por Fraser Boa] - Trad. Marcos Maluezzi leal. Campinas: Versus, 2004. 101p

________ - O herói de mil faces - Trad.Adail Ubirajara Sobral. São Paulo: Cultrix / Pensamento, 2002. 414p.

CARR-GOMM, Sarah - Dicionário de símbolos na arte: guia ilustrado da pintura e da escultura ocidentais - Trad. Marta de Senna. Bauru: EDUSC, 2004. 241p. il.

CHEVALIER,Yvan; GHEERBRANT, Alain - Dicionário de símbolos - Trad. Vera da Costa e Silva et al. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000. 996p. il.

CHIVEN, Allan B. - ...E foram felizes para sempre: contos de fadas para adultos- São Paulo: Cultrix, [s.d.]. 183p.

CHRISTO, Edna Chagas; SILVA, Graça Maria Dias da - Criatividade em artetarapia: pintando e desenhando - Rio de Janeiro: SENAI, 2002.
Oferece uma coletânea de técnicas, organizadas por tipo de material.

CIORNAI, Selma (org.) - Percursos em arteterapia: vol 1 - São Paulo: Summus, 2004. 280 p.
Coletânea de trabalhos dos professores do curso de formação em arteterapia do Instituto Sedes Sapientiae, assim como de ex-alunos. Traz fundamentação teórica, exemplificada por trabalhos desenvolvidos em várias áreas.

CIORNAI, Selma (org.) - Percursos em arteterapia: vol 2 - São Paulo: Summus, 2004. 317 p.
Este segundo volume apresenta a imensa diversidade de trabalhos possíveis empregando-se métodos arteterapêuticos em diferentes atividades sociais e comunitárias.

COMMELIN, P - Nova mitologia grega e romana  - Trad. Thomaz Lopes. Belo
Horizonte: Itatiaia, 1983. 318p. il. (Descoberta do Mundo).

CUELLAR, Javier Perez de - Nossa diversidade criadora - Campinas: Papirus; Brasília: Unesco, 1997. 416 p.
Relatório da Comissão Mundial de Cultura e Desenvolvimento da Unesco. Pretende mostrar com a cultura forja nosso pensamento, nossa imaginação e nosso comportamento, com o intuito de ajudar os povos do mundo a abrir seus próprios caminhos sem perder a identidade e o sentido de comunidade.

DALEY, Tessa - The Art as Therapy: general survey of art therapy in different contexts - Londres: Tavistock, 1884.
Um livro de referência. A autora é coordenadora da formação em arteterapia do Goldsmith College, Londres.

DAHLKE, Rüdige; DETHLEFSEN, Dalke - A doença como caminho - Trad. Zilda Hutchinson Schild. São Paulo: Cultrix, 2000. 262p.

________ - A doença como linguagem da alma: os sintomas como oportunidades de desenvolvimento- Trad. Dante Pignatari. São Paulo Cultrix, 2000. 327p.

________ - A doença como símbolo: pequena enciclopédia de psicossomática. Trad. Saulo Knieger - São Paulo: Cultrix, 2001. 336p.

________ - Mandalas: formas que representam a harmonia do cosmos e a energia divina - Trad. Margit Martincic. São Paulo: Pensamento, 1995. 346p. il

EDINGER, Edward F - Anatomia da psique: o simbolismo alquímico na psicoterapia - São Paulo: Cultrix, 1995. 245 p. il.

ESTES, Clarissa Pinkola - Mulheres que correm com os lobos - Rio de Janeiro: Rocco, 1994. 628 p.
Ao longo dos séculos, as mulheres domesticaram seu lado selvagem, a porção criativa e energética do seu ser. Abordando 19 mitos, a autora afia as garras da energia vital feminina.

FEINSTEIN, David; KRIPPNER, Stanley - Mitologia pessoal: a psicologia evolutiva do self- São Paulo: Cultrix, 1994. 251 p. il.
Como descobrir sua história interior através de rituais, dos sonhos e da imaginação.

FRANZ, Marie-Louise von - A interpretação dos contos de fada - São Paulo: Paulus, 1990. 240 p.
Retoma várias teorias sobre a origem, a natureza e a interpretação dos contos de fada, dentro de uma perspectiva jungiana.

________ - O caminho dos sonhos. Trad. Robert Gambini - São Paulo: Cultrix, 1999. 242p.

________ - O feminino nos contos de fadas - Trad. Regina Grisse de Agostino. Petrópolis: Vozes, 1995. 262p. (Psicologia Analítica).

________ - O significado psicológico dos motivos de redenção nos contos de fadas Trad. Álvaro Cabral - São Paulo: Cultrix, 1993. 160p. (Estudos de Psicologia Junguiana por Analistas Junguianos).

_______ - Psicoterapia. Trad. Cláudia Gerpe Duarte - São Paulo: Paulus, 1999. 351p.

GARNER, Mary; BURKE, Joseph - Através da loucura - Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983. 420 p. il. col.

GILLIERION, Edmond - As psicoterapias breves - Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1986. 101p.

GLAT, Shulamis - Grupos de criatividade - Rio de Janeiro: Art Bureau,.

GOLINELI, Rinalda; SANTOS, Wanderley Alves dos - Arteterapia na educação especial- Goiânia, 2002.
A arte para fins terapêuticos em favor de portadores de necessidades especiais. Discute também a relação entre arte, mente e corpo.

GREENE, Liz; SHARTIAN-BURKE, Juliet - Uma viagem através dos mitos: o significado dos ritos como um guia para a vida - Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. 208 p. il.

HILLMAN, James - Cidade e alma - São Paulo: Studio Nobel, 1993. 174 p.
Coletânea de estudos sobre o tema. O autor declara que os sintomas que mais agridem o indivíduo resultam da alma do mundo, que está doente.

HILLMAN, James; VENTURA, Michael - Cem anos de terapia e o mundo está cada vez pior- São Paulo: Summus, 1995. 223 p.
Uma série de diálogos irados, mordazes e audaciosos - e cartas relacionadas a eles - compõem esta obra que olha zombateiramente não só para o legado da psicologia, mas praticamente para todos os aspectos da vida contemporânea.

HILLMAN, James - O código do ser: uma busca do caráter e da vocação pessoal - Rio de Janeiro: Objetiva, 1997. 353 p.
O autor desenvolve nesta obra a ‘teoria da semente de carvalho’, ou seja, que cada vida é formada por uma vocação que é a sua essência, que a leva para um determinado destino.

JOHNSON, Robert A - A chave do reino interior : sonhos, fantasia e imaginação ativa- Trad. Dilma Gelli. São Paulo: Mercuryo, 1989. 241p.

JUNG, Carl Gustav - Memórias, sonhos e reflexões - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. 260 p.

________ - O espírito na arte e na ciência: obras completas volume XV - Petrópolis: Vozes, 1991. 140 p.
O tema central do livro é o indivíduo criativo enraizado no arquetípico.

________ - Psicologia e alquimia: obras completas volume XII - Petrópolis: Vozes, 1994. 566 p. il.
Jung procura demonstrar que os fenômenos observáveis do inconsciente, isto é, os sonhos e as visões, produzem conexões figurativas que encontramos também na simbólica da alquimia.

________ - Arquetipos e inconsciente colectivo - Buenos Aires: Editorial Paidos, 1970. 182p.

________ - A prática da psicoterapia: contribuições ao problema da psicoterapia e a psicologia da transferência. Trad. Maria Luiza Appy - Petrópolis: Vozes, 1999, 128p. (Obras Completas, v. XVI/1)

________ - Cartas. 1906-1945. Trad. Edgar Orth - Petrópolis: Vozes, 1999. 439p.

________ - Cartas. 1946-1955. Trad. Edgar Orth - Petrópolis: Vozes,2002. 487p.

________ - Cartas. 1956-1961. Trad. Edgar Orth - Petrópolis: Vozes, 1993. 347p.

________ - Tipos psicológicos. Trad. Lúcia Mathilde Endlich Orth - Pretópolis: Vozes, 1991. 558p. (Obras Completas de C. G. Jung, v. VI)

________(Org.) - O homem e seus símbolos. Trad. Maria Lúcia Pinho - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. 316 p. il. color

KAST, Verena - A dinâmica dos símbolos: fundamentos da psicologia jungiana - São Paulo: Loyola,1997. 223 p. il. col.

KEEN, Sam; VALLEY-FOX, Anne - A jornada mítica de cada um. Trad. Aníbal Mari - São Paulo: Cultrix, 1995. 210p.

LIEBMANN, Marian - Exercícios de arte para grupos. Trad. Rogério Miglionni - São Paulo: Summus, 2000. 286p. il.

MAY, Rollo - A coragem de criar - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975. 143 p.
No livro o autor defende a tese de que não existe ser humano que não seja criativo. Os mecanismos psíquicos e sociais que impedem a descoberta e a experimentação da criatividade de cada um são fruto da reação pessoal e coletiva.

MINDELL, Arnold - O corpo onírico: o papel do corpo no revelar do si-mesmo - Trad. Maria Sílvia Mourão Neto. São Paulo: Summus, 1989. 189p. il.

________ - O corpo onírico nos relacionamentos: Trad. Maria Silvia Mourão Netto - São Paulo: Summus, 1991. 139p. il. (Novas Buscas em Psicoterapia).

________ - Trabalhando com o corpo onírico: Trad. Maria Silvia Mourão Netto - São Paulo: Summus, 1990. 116p. il. (Novas Buscas em Psicoterapia).

NACHMANOVITCH, Stephen - Ser criativo: o poder da improvisação na vida e na arte - São Paulo: Summus, 1993. 186p.

OAKLANDER, Violet - Descobrindo crianças: a abordagem gestáltica com crianças e adolescentes - São Paulo: Summus, 1980. 362 p. il.
A autora fala de sua prática clínica onde, através de jogos mais ou menos dirigidos, procura abrir à criança um espaço onde expressar livremente suas fantasias e sentimentos, para que, quase como conseqüência espontânea, possa emergir o conflito de base.

ORMEZZANO, Gabriela (org.) - Questões de arteterapia - Passo Fundo: UPF, 2004.
Pertence à Série Jornadas Literárias. Traz textos teóricos e relatos de práticas vivenciais.

OSTROWER, Fayga - Acasos e criação artística - Rio de Janeiro: Campus, 1995. 312 p. il. col.
Apresenta um leque de questões interligadas a respeito dos processos criativos, levantando as implicações da arte e seu papel no universo em que vivemos.

________ - Criatividade e processos de criação - Petrópolis: Vozes, 2001. 186 p. il.
Reflexão a respeito dos processos de criação artística, abordando-os em seus múltiplos aspectos: histórico, social, cultural e psicológico.

PAES, Norma - Mitos, ritos e iniciação nos contos de fada - Pensamento, 1995. 123p

PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys - Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito- Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
Explora o significado psicológico e os efeitos terapêuticos da prática da arte. Visa ao aperfeiçoamento técnico, trazendo descrição detalhada do uso de diversas técnicas de expressão plástica.

PHILIPPINI, Angela - Cartografia da coragem: Rotas em arterapia - Rio de Janeiro: Pomar, 2000.
”O símbolo configurado em materialidade, leva à compreensão, transformação, estruturação e expansão de toda a personalidade do indivíduo que cria”.

PORCHAT, Ieda (Org.) e BARROS, Paulo (Org.) - Ser terapeuta: depoimentos - São Paulo: Summus Editorial, 1985. 124p. (Novas Buscas em Psicologia)

REVISTAS: -Arteterapia. Revista editada pelo Departamento de Arte-terapia do Instituto Sedes Sapientiae - São Paulo, SP.
:- Imagens da Transformação. Revista anual de arte-terapia editada pela Clínica Pomar. Rio de Janeiro, RJ.

SAMWEIS - Terapia através das imagens - Xenon.

SHARP, Daryl - Ensaios de sobrevivência: anatomia de uma crise de meia idade - São Paulo: Cultrix, 1990. 178 p.
O leitor convive com o analista e o analisando enquanto sofrem o conflito entre a segurança de um estilo de vida bem sucedido e o imperativo interior que exige uma total reavaliação de si mesmo.

SHARP, Daryl - Léxico jungiano: dicionário de termos e conceitos - São Paulo: Cultrix. 1993. 167 p. (Estudos de Psicologia Junguiana por Analistas Junguianos)

SILVEIRA, Nise da - O mundo das imagens - São Paulo: Ática, 2001. 165 p. il. col.
”Um dos caminhos menos difíceis que encontrei para o acesso ao mundo interno do esquizofrênico foi dar-lhe a oportunidade de desenhar, pintar ou modelar com toda a liberdade”.

STEIN, Murray - Jung e o mapa da alma - São Paulo: Cultrix, 2005. 212 p.
Jung e os psicólogos analíticos que seguiram seu trabalho começaram a traçar um mapa do mundo interior da psique humana. O autor apresenta Jung como cientista dedicado, artista criativo e profeta.

URRUTIGARAY, Maria Cristina - Arteterapia: a transformação pessoal pelas imagens - Rio de Janeiro: Wak, 2003.
A arteterapia como princípio técnico aplicado pelo educador no desenvolvimento de cada disciplina para facilitar a aprendizagem.

WILKINSON, Philip - O livro ilustrado da mitologia: lendas e histórias fabulosas sobre grandes heróis e deusas do mundo interior - São Paulo: Publifolha.